E uma coisa que me inquieta é ver como, mesmo com tantos avanços na saúde mental, ainda usamos o sofrimento psíquico como motivo de piada.
Expressões como “do jeito que o CAPS gosta” ou “essa pessoa fugiu do CAPS” se espalharam pelas redes sociais como memes, mas o que parece engraçado à primeira vista carrega um peso de estigmatização e desinformação. A loucura, mais uma vez, vira alvo de chacota, desumanizando pessoas que estão em sofrimento e precisam, acima de tudo, de acolhimento e cuidado.
Vivemos em um país onde os transtornos mentais crescem de forma alarmante. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil lidera os índices de ansiedade na América Latina e figura entre os países com maior prevalência de depressão no mundo. Em 2023, o IBGE apontou que 11,7% dos brasileiros relataram diagnóstico de depressão e esse número continua crescendo.
Nesse cenário, os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) são fundamentais, pois garantem atendimento gratuito, acolhimento e tratamento para pessoas em sofrimento psíquico ou com dependência química. O CAPS não é piada. O CAPS é política pública, cuidado e dignidade.
Na luta antimanicomial, acreditamos que trancar não é tratar. E que saúde mental se constrói com respeito, investimento e valorização dos profissionais que atuam na Rede de Atenção Psicossocial.
Enquanto parlamentar, continuarei lutando por um CAPS com equipes completas, financiamento adequado e uma rede de atenção psicossocial fortalecida. Porque saúde mental é coisa séria e precisa ser tratada com respeito.
Vamos juntos desconstruir estigmas e reafirmar que o CAPS não é meme.
Dia 18/05/2025 é o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
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